Fosse como fosse, aí estaria numa posição excelente para me tornar uma
celebridade internacional, uma celebridade que se pudesse misturar com
presidentes, papas, paparazzi e com a imprensa. Aí sim, poderia viajar pelo
mundo inteiro como bem me aprouvesse, escrever coisas insignificantes no meu
blog, ameaçar o direito à liberdade de expressão dos outros, e intimidar até
ao silêncio todos aqueles que se atrevessem a opor-se a mim.
Isso sim, ISSO É QUE seria uma cena porreira.
E pensar que a única coisa que eu teria de fazer seria abandonar três
crianças, com a idade combinada de sete, noite após noite numa estância
turística Portuguesa enquanto percorria as festividades da vila com os meus
amigos. E se a minha filha com três anos --- que, por motivos desta
história, vamos chamar de… Madeleine --- por acaso desaparecesse (com ou sem
o meu conhecimento e cumplicidade), então e depois?
Apesar de não ser fácil, esse era um sacrifício que não me importava de
fazer. Vá lá --- afinal estamos a falar de uma audiência privada com o Papa!
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Agora, não me levem a mal. Não me estou a referir a ninguém em particular.
Ok,ok. Apanharam-me. Era uma mentira. Estou a referir-me.
Mas em boa fé, enquanto não menciono os nomes dessas pessoas, as suas
iniciais são Gerry e Kate McCann.
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A vida continua a sorrir para os assassinos… do espírito da boa vontade.
Apesar dos milhões de pessoas que no mundo inteiro se aperceberam da verdade
terrível acerca da negligência dos McCann que destruíram a vida de uma
menina inocente, figurativamente e muito provavelmente, literalmente, os
McCann continuam a sua demanda para se manterem nas manchetes, para
mergulharem no centro das atenções, e para impugnar a integridade de boas
pessoas, suficientemente corajosas para perguntar perguntas difíceis.
Muito simplesmente, os McCann estão desesperadamente a tentar manter-se…
relevantes.
O último capítulo nesta saga com quase-três-anos é a sua apologia de uma
péssima decisão de um tribunal Português que manteve a proibição a um livro
escrito pelo polícia ex coordenador da investigação ao desaparecimento de
Maddie, Gonçalo Amaral. O Sr. Amaral também está proibido de discutir as
teorias explanados no livro, e não pode dar entrevistas acerca do mesmo
Mais, Gerry e Kate McCann estão a processar o Amaral por difamação, pedindo
cerca de 1,2 milhões de Euros em compensação. E quem é que os pode culpar?
Os milhões que eles colectaram como celebridades nas suas viagens pelo mundo
fora, já não entram como antes.
Mas porquê a repressão ao Amaral? Porque ele faz o extremamente pequeno
salto de sugerir que a Maddie pode estar morta. E, de acordo com a Equipa
McCann, o livro ofende-os.
Três pontos:
1) Os McCann não precisaram de um livro que os difamasse. Eles
conseguiram-no sozinhos muitíssimo bem.
2) Bem sei que é a União Europeia, onde os direitos pessoais e a soberania
de uma nação vão pela janela fora, mas uma proibição a um livro? Eu pensei
que já tivéssemos saído da idade das trevas.
3) Enquanto que por motivo nenhum a esperança deva ser abandonada, as
irrefutáveis probabilidades são de que a Maddie está morta. Com a
extraordinária atenção dada a este caso, o facto que nenhuma pista
substancial tenha emergido desde que a Maddie desapareceu de uma estância
turística no Algarve em Maio de 2007, tem significado por si só.
3ª) Um ponto de clarificação: De facto, tem havido pistas substanciais,
todas elas apontam para o Gerry e a Kate.
Os cães peritos em encontrar cadáveres, treinados para detectar o odor de
morte, reagiram positivamente a vários itens, desde as roupas de Kate ao
boneco de peluche favorito da Maddie. Sangue foi encontrado no carro que
eles alugaram. E existem imensos conflitos nas histórias contada por Gerry e
Kate. Muito simplesmente, os McCann fizeram mais para criarem suspeições
sobre si próprios do que qualquer outra pessoa.
E já agora, vocês NUNCA irão ver o desaparecimento de Maddie a ser referido
como ‘rapto’, cá [EUA], desde logo, porque NÃO há nenhuma evidencia que
apoie essa teoria.
Mas a melhor parte disto tudo é o argumento usado por Gerry e Kate, que
disseram: “O tribunal demonstrou, uma vez mais, que não há qualquer
evidencia que a Madeleine tenha sofrido qualquer dano”.
Errado outra vez.
Por definição, quando uma criança de três anos é deliberadamente deixada só
pelos pais, numa terra estrangeira com a porta destrancada --- na realidade,
encarregada de tomar conta dos seus irmãos gémeos de dois anos --- ISSO é
trazer dano a uma criança.
E sim, quando essa criança desaparece (às mãos de quem não o sabemos ainda
“oficialmente”) por causa desse abandono, isso é seguramente “dano”.
Como sempre tornando tudo acerca deles, os McCanns continuaram: “Isto também
mostrou claramente que nenhuma força policias está activamente à procura da
Madeleine, mesmo quando, de uma forma chocante, lhes foram apresentadas
novas informações e pistas”.
Sim, pois, o mundo inteiro das autoridades policiais devia largar tudo
sempre que uma nova “pista” surge. É uma pena que aquelas pistas que levaram
os McCann a serem constituídos como arguidos --- suspeitos oficiais --- não
tivessem sido investigadas até ao fim.
E por último, os McCann entusiasticamente criticam aqueles que ousam lhes
perguntar questões lógicas: “Os motivos daqueles que tentam convencer o
mundo que a Madeleine está morta, e que vergonhosamente e falsamente tentam
implicar-nos no seu desaparecimento, precisam de ser seriamente
questionados”.
A) Mau uso do Inglês de sua Majestade. Os maus-da-fita ou vos implicam, ou
não. Por definição, eles não vos podem ‘implicar falsamente’. É o mesmo que
se passa com o ser-se pai. Ou se é… ou não.
B) O único questionamento sério que necessita de acontecer é a Gerry e Kate.
A polícia Portuguesa bem tentou, mas foram pressionados para deixar cair o
caso. Os ingleses ficaram aquém do seu profissionalismo e deveriam ter
acusado, pelo menos, os McCann por negligência.
C) Os McCanns SÃO culpados, e sempre o serão. De homicídio ou de morte por
acidente como tantos crêem, isso não sei dizer. Isso é algo que não se pode
provar, ou que talvez venha a ser provado.
Mas uma coisa é certa. Gerry e Kate McCann são inequivocamente culpados de
destruir três vidas --- Madeleine, obviamente, mas também a dos seus irmão,
que carregarão com eles, até ao fim das suas vidas, terríveis cicatrizes. As
acções dos McCann de pôr em perigo uma criança e de negligência grosseira,
tão facilmente evitadas se eles tivessem ao menos agido como…pais, poderiam
ter poupado à pequena menina a dor e a angustia que ela seguramente sentiu
--- uma menina que ainda estaria hoje entre nós, a viver uma vida que
seguramente merecia.
Todos têm o direito de ter a sua opinião, mas NÃO o seu próprio conjunto de
factos.
Lembrem-se apenas disto, Gerry e Kate. As autoridades podem estar a olhar
para outro lado, mas alguns de nós não estamos. O sol é o melhor
anticéptico, e vocês parecem estar mesmo a precisar de alguma luz nas vossas
vidas.
Chris Freind<http://www.freindlyfirezone.com/index.php/national-news/item/8-madeleine-mccann-forsaken-by-gerry-and-kate-again>é
um colunista independente e um jornalista de investigação americano. O
seu site de notícias, The Artorius News Bureau, vai ser lançado este mês. Os
leitores do “Freindly Fire” afluem de seis continentes, trinta países e dos
cinquenta estados do USA. Freind também comenta semanalmente, como
convidado, num programa de rádio na zona de Filadélfia, WCHE, já apareceu
variadíssimas vezes em programas de televisão e na rádio. Pode ser
contactado em
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